sexta-feira, setembro 26, 2008

Escrevo-te onde a luz é feita de papoilas




Escrevo-te onde a luz é feita de papoilas.

Clareiras onde pássaros
piam ecos coagulados.

Memórias transpiradas,
em vozes que desaguam no teu silêncio,
e o teu corpo forma-se no ar,
tecido de nuvens.

Sinto-te nas frágeis linhas
da tua ausência.

Sou margem do rio onde a tua poeira
se mistura com a fúria da sílabas.

Descubro o teu rosto e escrevo-te
na folhagem das nuvens
onde os corpos são
formas de vento.



Maria Sousa

( Maria Sousa escreve como Lebre do Arrozal no blogue There's only 1 alice )

.

18 Comments:

Blogger em azul said...

E como gostei destas palavras!

Irei fazer uma visita, obrigada!
Um beijo
em azul

11:48 da tarde  
Blogger Maria said...

Não conhecia a Maria Sousa, nem o blogue, que irei visitar.
Estas palavras são muito belas (os corpos são formas de vento), obrigada por este post.

Um beijo, Ana

4:38 da manhã  
Blogger Marinha de Allegue said...

Sutil e escollida luz...

Beijinhossss Ana.
:)

10:27 da manhã  
Blogger ~pi said...

in vent ar - SSSSSSS :)







~

12:44 da tarde  
Blogger poetaeusou . . . said...

*
a folhagem da memória,
dos ventos silnciados,
,
conchinhas, deixo,
,
*

3:12 da tarde  
Blogger Maripa said...

"Escrevo-te onde a luz é feita de papoilas"

Palavras lindas,
cheias de magia e sentimento.

Obrigada por esta partilha.

Beijo carinhoso, Ana.

5:56 da tarde  
Blogger hfm said...

Com papoilas e poemas destes, dá-me os dias.

6:01 da tarde  
Blogger Vieira Calado said...

"escrevo-te
na folhagem das nuvens"
Bem bonito!
Gostei.
Bom fim de semana

12:42 da manhã  
Blogger Sophiamar said...

Gosto do teu gosto, amiga! Leio-te com o mesmo deleite sempre que aqui venho. Voltarei a esta encosta com amizade, ternura e muita simpatia.

Vale a pena ter amigos como tu.

Mil beijinhos

12:39 da tarde  
Blogger AnaMar said...

Quem bálsamo este poema, num dia em que nem me sinto.

1:40 da tarde  
Blogger Mïr said...

Lindo.

7:29 da tarde  
Blogger maria m. said...

palavras plenas de beleza.

9:39 da manhã  
Blogger Carla said...

encantada com esta forma de encarnar a natureza
beijos

2:03 da tarde  
Blogger tulipa said...

Olá Amiga

quem me dera um dia saber escrever como a Maria Sousa. Para já, são estas as palavras que saem cá de dentro:

Caminhos
muros, pedras
portas
rangem de fúria
desconcertam-me
estremeço
oiço vozes
grito, fujo
vou sem destino.

3:02 da tarde  
Blogger Xinha said...

"Descubro o teu rosto e escrevo-te
na folhagem das nuvens
onde os corpos são
formas de vento." - Magnifico !

Bela escolha!!

Xi-coração

3:37 da tarde  
Blogger Cristal said...

por demais sinestésico!

arrepiante... adorei

abraços :)

8:18 da tarde  
Blogger Sophiamar said...

Que por aqui continuem as papoilas.

Beijinhos

11:12 da tarde  
Blogger Fernando Rozano said...

poesia de rara e sensível beleza, somente aqui. beijo, Ana.

3:28 da tarde  

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