segunda-feira, maio 16, 2005

Desinferno II


Impression, soleil levant (Monet)


Caísse a montanha e do oiro o brilho
O meigo jardim abolisse a flor
A mãe desmoesse as carnes do filho
Por botão de vídeo se fizesse amor

O livro morresse, a obra parasse
Soasse a granizo o que era alegria
A porta do ar se calafetasse
Que eu de amor apenas ressuscitaria.


Luiza Neto Jorge

10 Comments:

Blogger AS said...

O amor ressuscita, e tantas vezes parade que esquecemos isso!...

Belissimo Poema

Um beijo

6:59 da tarde  
Blogger AS said...

Opss... corrijo parece

7:00 da tarde  
Blogger hfm said...

Toujours l'impression!

7:38 da tarde  
Blogger Duarte said...

É um poema que faz pensar, reflectir no seu significado. O mar está presente, numa bela pintura de Monet que adorava ter na minha sala replicado :) Beijo

9:00 da tarde  
Anonymous zezinho said...

Oh, Ana, a tua sensibilidade trazida pelas palavras belas da Luíza.
Beijinho, minha amiga!

9:37 da tarde  
Blogger Vênus said...

Mar, Monet e poesia...Muito bom ter voltado aqui.
BJS

12:50 da manhã  
Blogger Duarte Temtem said...

Deverei ter lido poucos poemas tão bonitos com apenas duas quadras!
Bjs

6:08 da manhã  
Anonymous zezinho said...

Sempre com saudades de te ouvir, Ana..
Beijo.

9:44 da tarde  
Blogger TMara said...

Há muito tempo k n/ lia nada dela. Soube muito bem.Bj grande

9:32 da manhã  
Blogger concha said...

Tenho andado ausente desta encosta!
Vim deixar um beijinho!

11:47 da manhã  

Enviar um comentário

<< Home