terça-feira, maio 10, 2005

Do Amor I e II


Foto de Ian Britton


I

A névoa disse à árvore:
tu, cedro, perdes a tua forma,
se eu te abraço. Disse
o cedro: o Sol ama-me mais,
toma o meu corpo inteiro
no seu corpo e dá-lhe ser, figura.

II

Ver o cortejo de cedros
e acreditar que é o cenário.
Depois, estender a mão
através da longa perspectiva
oblíqua e poder apalpar,
na pele, que também os cedros
têm corpos húmidos, saliva,
à espera do Amor.


Fiama Hasse Pais Brandão

8 Comments:

Blogger Vênus said...

"Depois, estender a mão
através da longa perspectiva
oblíqua e poder apalpar,
na pele"

Belíssimo poema que ainda não conhecia, imagem perfeita e quase, quase triste, ou serei eu?
Bjs

9:14 da manhã  
Blogger Daniel Aladiah said...

Querida Ana
Na forma e adaptabilidade, sinto-me a névoa cercando a floresta de cedros... se o amor fosse natural...
Um beijo
Daniel

11:08 da manhã  
Anonymous zezinho said...

Tb pelas escolhas sabemos da sensibilidade.
Beijos, Ana.

12:14 da tarde  
Anonymous zezinho said...

Tb pelas escolhas sabemos da sensibilidade.
Beijos, Ana.

12:14 da tarde  
Blogger TMara said...

K bom k hoje nos trouxeste a Fiama. Bjs e ;)

10:51 da manhã  
Blogger c.b. said...

a espera do amor..


beijinho ana

4:25 da tarde  
Blogger AS said...

Lindo poema que não conhecia... Os cedros são uma árvore mística, com um perfil único! Símbolo do silêncio...

Um beijo e bom fim de semana

11:21 da manhã  
Blogger Cris said...

SEmpre deliciosas, as tuas escolhas!
Que bom vir aqui!

beijinho grande

1:44 da manhã  

Enviar um comentário

<< Home