quarta-feira, fevereiro 15, 2006

O poema nasce


The face of peace ( Picasso)



O poema nasce
dentro das tuas mãos
sempre que repousa
nelas o teu rosto.

Não é uma canção:
são os lábios apenas
quando despertaram
antes da palavra.

Arquitectura última
que depois se eleva,
porque tu a criaste
para sempre livre.

Talvez uma ave
seja a sua forma
ao passar o voo
que continua o poema.


Fernando Guimarães

12 Comments:

Anonymous Márcia said...

talvez...

beijo daqui, Ana.

1:11 da manhã  
Blogger Daniel Aladiah said...

Querida Ana
Sempre a beleza de visitar o teu cantinho...
Um beijo
Daniel

9:57 da manhã  
Blogger Ana Maria said...

Ana obrigada pelo comentário no meu cantinho e toma lá um beijinho!

12:49 da tarde  
Blogger Kalinka said...

Olá Amiga Ana
Temos andado por caminhos opostos, nem eu tenho vindo aqui, nem tu tens ido ao meu kalinka...

Há épocas assim...mas precisava tanto de poder estar contigo horas e horas conversando, nem imaginas!!!Estou outra vez down...

Mais um belo poema que aqui nos ofereces, para nos deliciares com tão verdadeiras e sentidas palavras.

...«são os lábios apenas
quando despertaram
antes da palavra.
Talvez uma ave
seja a sua forma
ao passar o voo
que continua o poema...»

Beijokas com carinho.

1:34 da manhã  
Blogger lique said...

Aqui há sempre beleza. Talvez uma ave... :)
Beijinhos

3:58 da tarde  
Anonymous nina said...

belissimo Ana
bom fim de semana
beijinhos

4:47 da tarde  
Blogger A .Carlos said...

Olá Ana,
Depois de uma semana, meio complicada informáticamete falando,
leio que um poema, é uma canção da "Alma"
Bom fim de semana para ti
:))

12:15 da manhã  
Blogger TMara said...

fernando Guimarães, pouca poesia, mais ensiao, ms poesia da boa, com alma e vibrante de hmanidade. Por vezesc cruzo-me com ele e fico feliz por andar por aqui. Bom f.s. Bjs e ;)

11:33 da manhã  
Blogger AS said...

Ana, um belissimo poema do Fernando Guimarães!...

Não resisti em deixar-te um pequeno excerto de um poema meu publicado no último livro "Gotas de Luz"

O poema
Rasga o peito
Abre o seu caminho
Vence o desespero
Emudecido
A que estava condenado
E parte obstinado
Através do tempo
Interrompido

(...)

Um beijo e bom fim de semana

2:20 da tarde  
Blogger AmigaTeatro said...

"Deus quer, o homem sonha e a obra nasce"

:)

7:14 da tarde  
Blogger Su said...

o poema nasce ...sempre aqui
gostei de ler
jocas maradas

7:31 da tarde  
Blogger Maria Costa said...

Limpido este seu espaço, de bom gosto e selecções.

Bejinhos.

12:24 da manhã  

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