terça-feira, novembro 29, 2005

As rosas


Foto de Ana Maria Russo aqui



Quando à noite desfolho e trinco as rosas
É como se prendesse entre os meus dentes
Todo o luar das noites transparentes,
Todo o fulgor das tardes luminosas,
O vento bailador das Primaveras,
A doçura amarga dos poentes,
E a exaltação de todas as esperas.


Sophia de Mello Breyner Andresen

10 Comments:

Blogger maat said...

celebro o dia com a Sophia.
que maravilha!

pergunto:
tem algum livro publicado?
pode responder-me para o "arde o azul" .

bjs,

***

8:11 da manhã  
Blogger Daniel Aladiah said...

Querida Ana
A eterna Sophia... seremos capazes de ser assim algum dia?
Um beijo
Daniel

5:44 da tarde  
Blogger Fernando Rozano said...

Ana, que lindo poema. Onde encontro mais poesia de Sophia? A Encosta é maravilhosa. beijos.

7:02 da tarde  
Blogger Su said...

belo poema, linda foto
jocas maradas

8:37 da tarde  
Blogger AS said...

Ana, um poema que nos deixa sem palavras!...

Beijos

11:23 da tarde  
Blogger romero said...

Me gusta de rosas y la poeta escribe como nadie sobre ellas :)
muy hermoso ese poema.
besito

12:36 da manhã  
Blogger Fernando Rozano said...

Obrigado, Ana. É um presente o que levastes ao meu espaço. Beijo.

12:44 da manhã  
Blogger Duarte Temtem said...

Eis uma autora cujo trabalho ainda me é praticamente desconhecido.
Conheço apenas alguns excertos que vou apanhando aqui e ali.
Deixo-te um beijinho e os votos de um bom feriado **

10:21 da manhã  
Blogger Orfeu said...

Muito bonito tudo o que escolhes com um cuidado extremo... as palavras, as imagens.
Um beijo

9:01 da tarde  
Anonymous nina said...

adoro!

sabes tenho o traduzido em frances para publicar em breve no meu outro blog

bjs ;)

9:15 da tarde  

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