quinta-feira, novembro 17, 2005

Cantar de amigo




Eu e tu: milhões!...

Entre nós - perto ou longe!
- entre nós rios e mares
montanhas e cordilheiras...

Eu e tu perdidos
nesta distância sem fim do desconhecido.

Eu e tu unidos
para além das cordilheiras
por sobre mares de indiferença
na comunhão de nossos destinos confundidos
- a minha e a tua vida
correndo para a confluência
num mesmo Norte.

Eu e tu amassados
nesta angústia que é de nós,
minha e tua,
e mais do que de nós...

Eu e tu
carne do mesmo corpo
amor do mesmo amor
sangue do mesmo sacrifício!

Eu e tu
elos da mesma cadeia
grãos da mesma seara
pedras da mesma muralha!

Eu e tu, que não sei quem és.
Que não sabes quem sou:

- Eu e tu: Amigo! Milhões...



Joaquim Namorado

10 Comments:

Blogger Daniel Aladiah said...

Querida Ana
Sempre reflectimos no eu e tu, no eu e no outro, mesmo quando não sabemos quem é... mas desconfiamos que existe.
Um beijo
Daniel

9:57 da manhã  
Blogger cm said...

fora de nós...são todos "tu"

2:08 da tarde  
Blogger JPD said...

O «Eu» e «Tu» -- paradigma da cumplicidade -- é uma combinação facil de conseguir só na aparência. Fosse de outra maneira e o Mario de Sá Carneiro talvez tivesse resistido à construção de »...qualquer coisa de intermédio/pilar da ponte e do tédio/ que vai de mim para o outro»
O poema por ti escolhido ... é uma excelente escolha.
Bjs

11:28 da tarde  
Blogger Cristina said...

Olá Ana,
O eu sabemos sempre quem é...O tu é mais difícil por vezes descobrir, mas com paciência, vimos a descobrir
:)
muito lindo
beijinhuu

12:39 da manhã  
Blogger Fernando Rozano said...

Ana, difícil escolher uma passagem, uma única passagem, todo o poema é maravilhoso. Aqui não me perco, me acho. beijo.

1:10 da tarde  
Blogger AS said...

Eu e tu... Longe sim,
"Eu e tu
elos da mesma cadeia
grãos da mesma seara
pedras da mesma muralha!

Eu e tu, que não sei quem és.
Que não sabes quem sou:"


á distância de um simplis clik


Um beijo

3:10 da tarde  
Blogger lique said...

Eu e os milhões de "tu". Todos os outros, elos da mesma cadeia... Um claro sentir colectivo neste poema de Joaquim Namorado. Muito bom.
Beijinhos, Ana

5:03 da tarde  
Blogger mauroPaz said...

Tava passeando pelo Blog de um amigo e achei teu link. Muito bom o poema. Fiz algo parecido.

O eu e o tu

O eu não existe sem o tu,
assim como,
O tu não existe sem o eu.
Sem complemento
não tem cabimento,
a não ser
não ser.

Se der tempo visite meu blog.
O teu já está entre os meus favoritos.

até

10:55 da tarde  
Blogger Su said...

o eu
o tu
o nós
gostei de ler
jocas maradas

11:19 da tarde  
Anonymous CGC said...

ola! sinto-me triste..triste por nao poder partilha ro mesmo que partilhei consigoha algum tempo. mas para q essa aprtilha nao se perca, ou pelo menos para me sentir mais perto, mais ligada. Para tal vou tentar estar mais a par do blog e dos poemas...vou tentar!!;) Assusteime quando nov erao vim dar uma espreitadela e nao consegui encontrar o blog...foi comos e a "corda"s e estivesse a partir.
Bem despeço-me com beijos e com um pedido de desculpas por nao comentar o poema...fica para o proximo!!;)

11:01 da tarde  

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