domingo, março 12, 2006

Novembro apagou nas buganvílias






Novembro apagou nas buganvílias
seus nomes brancos, roxos,
escarlates.

É mais difícil regressar a casa:
o caminho disfarçou, emudeceu
seu rosto nos muros e nas grades.

- Por onde seguiremos
sem que o outono espesso nos
trespasse?


José Bento

7 Comments:

Blogger jorgesteves said...

'Algum dia o poema será (outra vez...) a buganvília
pendente deste muro da Calçada da Graça.
Produz uma semente que faz esquecer os jornais, o emprego e a família
e além disso tudo atapeta o passeio alegrando quem passa...'
escreveu António Gedeão
Parabéns!
jorgesteves
http://www.contextualidades.blogspot.com

2:34 da tarde  
Blogger Heloisa B.P said...

BEIJINHO, AMIGO!!!!!
UM ABRACO* QUE ATRAVESSE OCEANOS E LHE LEVE FLORES*!!!!!!
Heloisa.
**********

3:38 da tarde  
Blogger Amaral said...

Curiosa a escolha deste poema dum aveirense que até traduziu Neruda. Um Novembro de outono, com a poesia entranhada em muros e em grades, num caminho disfarçado…

1:28 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

tempo para o tempo esquecido
tempo para acreditar, esperar
tempo para o futuro... uma flor... um beijo

mARio

2:20 da tarde  
Blogger AS said...

Querida Ana

Este lindo poema de José Bento, sugere-me um poema de M. Torga...


Ponho um ramo de flores
Na lembrança perfeita dos teus braços
Cheiro depois as flores
E converso contigo
Sobre a nuvem que pesa no teu rosto;
Dizes sinceramente
Que é um desgosto

Depois,
Não sei porquê nem porque não,
Essa recordação desfaz-se em fumo;
Muito ao de leve foge a tua mão,
E a melodia já mudou de rumo...


Para ti, com um beijo

2:27 da tarde  
Anonymous o encoberto said...

belo poema...e adorei o nome...

9:55 da tarde  
Blogger hfm said...

Belíssimo este poema!

10:21 da manhã  

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