sexta-feira, novembro 17, 2006

Sem outro intuito


Ripples ( Escher)


Atirávamos pedras
à água para o silêncio vir à tona.
O mundo, que os sentidos tonificam,
surgia-nos então todo enterrado
na nossa própria carne, envolto
por vezes em ferozes transparências
que as pedras acirravam
sem outro intuito além do de extraírem
às águas o silêncio que as unia.


Luís Miguel Nava

.

10 Comments:

Anonymous Jofre Alves said...

Passei para apreciar os belíssimos poemas que escolhe, alguns presumo que são da sua lavra. Eu que já tive a veleidade de ser poeta, e alguma coisa ter publicado nesse campo, embora já pouco ou nada escreva nas vertentes líricos, sou apreciador militante da poesia e dos poetas: António Gedeão, António Nobre, Florbela Espanca, António Aleixo, António Teixeira Pinto, José Almada Negreiros, etc. A vida sem poesia, seria uma treva. Óptimo fim-de-semana.

12:10 da tarde  
Blogger Heloisa B.P said...

LINDA, LINDA, LINDISSIMA IMAGEM! E... muito ao meu "genero"!!!!
Bom, e o POEMA, como sempre, e' UMA SENSIVEL E INTELIGENTE ESCOLHA SUA!!!!!
Beijinho, minha AMIGA!
Sua, Heloisa
******************

12:14 da tarde  
Blogger hfm said...

De todo o silêncio e o de Luís Miguel Nava é tocante!

1:56 da tarde  
Blogger Kalinka said...

AMIGA
A Ericeira, é uma vila piscatória situada 50 Km a noroeste de Lisboa, a 25 Km de Sintra e 10 Km de Mafra. O oceano Atlântico é o seu eterno companheiro e é aí, que o mar é mais azul.
Na Ericeira destaca-se a hospitalidade das suas gentes e a harmonia da "vila velha" de ruas estreitas e casario típico.
Quando chegar a hora da refeição o destaque vai para o restaurante A Parreirinha que fica na rua Dr. M. Bombarda número 12, onde se come uma Massada de Tamboril, uma Açorda de Gambas e umas Lulinhas Fritas que são uma delícia.
Bom apetite.

perguntarão: ERICEIRA porquê?
ora bem...sei lá!!!
porque quis. Bom fim de semana.
Beijo.

4:16 da tarde  
Blogger Heloisa B.P said...

Passo outra vez e... deixo *OUTRO ABRACO*!
Heloisa
*********

7:09 da tarde  
Blogger DE PROPOSITO said...

Um poema interessante. Atirar pedras à água para que o silêncio venha à tona. Virá o silêncio, os sonhos, a ternura do momento e tudo o que a magia do local conseguir transmitir ao 'usufruidor'.
Fica bem.
Beijinhos para ti.
Manuel

9:59 da tarde  
Blogger * White Roses Princess* said...

adorei o teu cantinho...cada poema lindo.... voltarei de certeza************

11:34 da tarde  
Blogger Kalinka said...

Também fiz um post com poesia de Luis Miguel Nava.
Interessante.
Gostei do que escreve.
Conheci aqui, através de TI.

Esta noite temos uma party - Saturday night fever - vem comigo, estás convidada.
Lá te espero.
Beijinhos.

1:06 da manhã  
Blogger AS said...

Quebre-se o silêncio! Elevem-se as vozes plenas de vida!...

Um beijo!

10:40 da tarde  
Blogger mares-e-maresias said...

E quando o silêncio é profundo nada melhor do que ouvir a voz do mundo. É preciso quebrá-lo.
Beijinhos

6:50 da manhã  

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