terça-feira, outubro 30, 2007

até onde



Chamas: eu ouço, aqui no meu lugar
silencioso porque nada freme
na secura indelével
da solidão. De novo se chamares
gaudinarei à espera do pedido
para que siga o teu apelo em mim;
então hei-de envolver este destino
que levará a ti.
E só então me voltarei. Atenta:
é muito pouco ouvir
palavras a fluírem
sem que saiba porquê o chamamento.
Se me queres entrega-me o segredo
da súbita vontade
e roga-me que vá
até onde encontrar-te. Com enlevo.



António Salvado
(in Coisas Marinhas e Terrestres)


.

21 Comments:

Blogger Maria said...

É um belo poema... e uma bonita estampa de Picasso.

Beijinho

2:15 da manhã  
Blogger Borboletta said...

Ana,

Cada estilhaço de um poema é um som de bem-querer

Lindo Ana!

Beijos:)

4:12 da manhã  
Blogger Sophiamar said...

Um poema belo, uma obra de Picasso de que muito gosto. Poema e imagem sempre com o mesmo bom gosto.
Boas escolhas, Ana, amiga da encosta. Deixo-te mil beijinhos e um abraço apertado.

5:39 da manhã  
Blogger maria m. said...

muito belo o poema, em perfeita consonância com a imagem de Picasso :)

10:42 da manhã  
Blogger Amaral said...

Acho que este poema é daqueles que têm um chamamento ininterrupto.
Lemos, não nos encontramos, relemos e abre-se uma janelinha em cada verso, como um segredo murmurado ao ouvido...

10:58 da manhã  
Blogger Fernando Rozano said...

Poema rico, denso, e de uma intensidade afetiva maravilhosa, que descobre a alma. Belíssimo e envolvente. Beijinho, Ana.

2:06 da tarde  
Blogger hfm said...

Ana, Por ser tão ténue a fronteira entre a arte e a não arte é que este post foi feito. Desde que não sejam os ditos "críticos" a defini-la há que aceitar - gostar é outra coisa como também acontece na arte dita tradicional.

9:28 da tarde  
Blogger Sophiamar said...

Passei para deixar mil beijinhos nesta encosta de amizade.
Obrigada, amiga!
Abraço muito apertado.

6:15 da manhã  
Blogger Cometa 2000 said...

muito bonito o poema.......

6:01 da tarde  
Blogger Carminda Pinho said...

"até onde" nos levar o coração, iremos.
Ana, bom feriado!
Bjs

11:39 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

belos textos:)

somso colegas no Lirismo Minimalista:)

posso pedir um pequeno favor?

é possivel fazeres um postzinho a divulgar o lançamento do meu livro na fnac do algarve?

thanks!

ta td aqui:

www.tiagonene.pt.vu

usa a imagem e o link da pagina;)

e claro, se quiseres, .. um poema:)

abraço

10:32 da tarde  
Blogger delusions said...

Que poema bonito... Fantástico.


Bjinho*
Bom fim-de-semana

10:37 da tarde  
Blogger Velasquez said...

ola colega do lirismo minimalista:)

é possivel colocar um pequeno post nos teus blogues a divulgar o lançamento do meu livro na fnac do algarve shopping?

td aqui:

www.tiagonene.pt.vu

usa a ultima imagem q la tenho.
é a capa do livro com a data e local...podes tb colocar o link para a minha pagina e se quiseres ate um poema:)

thanks!

3:16 da manhã  
Blogger Borboletta said...

Ana,

Relendo-te

(a)braços boa sorte!

6:23 da tarde  
Blogger Rui Caetano said...

As palavras ordenadas com este desenho de metáforas tão bonito transforma o texto num poema singular, gostei tanto do poema como da pintura.

10:47 da manhã  
Blogger Cristina said...

Muito lindo Ana,

beijinhu e bom fim de semana,
:)

12:58 da tarde  
Blogger poetaeusou . . . said...

*
até onde ?
,
até picasso,
*
xi
*

9:25 da tarde  
Blogger Maria Clarinda said...

Que maravilha, é lindo o teu poema!
Adorei a imagem do quadro de Picasso.

12:06 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Que boa escolha do poeta António Salvado.Lindo.

1:12 da tarde  
Blogger Vieira Calado said...

O António Salvado é um excelente poeta de Castelo Branco.
Desde há muito que trocamos correspondência e livros.

6:43 da tarde  
Blogger DE-PROPOSITO said...

Olá.
E as palavras fluiram da pena de um poeta que eu não conheço.
Fica bem.
Felicidades.
Manuel

7:48 da tarde  

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