quinta-feira, novembro 22, 2007

Quando desaparecer

"Os meus livros , leiam-nos e depois digam-me alguma coisa"

Foram estas palavras que me levaram ao encontro de um poeta que nunca tinha lido.




Quando desaparecer
hei-de pedir à noite que me consuma com ela
que me devaste a alma
não quero mais
quero desaparecer na noite
e só de noite consumir-me.


António Gancho
(in O Ar da Manhã)

.

11 Comments:

Blogger Maria said...

E que eu não conhecia....
Belo poema, o teu escolhido...
.. excelente a foto...

Beijinho

1:05 da manhã  
Blogger maria m. said...

há tempos que desejo conhecer a poesia de António gancho, será provavelmente uma das minhas próximas aquisições... e aqui venho agradavelmente encontrar um "aperitivo"... obrigada!

8:52 da manhã  
Blogger Baby said...

Olá Ana, obrigada pela visita|
Também não conhecia Anónio Gancho e gostei deste poema.
"Hei-de pedir à noite
que me consuma com ela
que me devaste a alma"...
Muitas vezes nem é preciso pedir!
Um beijo.

9:46 da manhã  
Blogger hfm said...

Tb levei tempo a conhecê-lo mas depois devorei-o.

10:05 da manhã  
Blogger Kalinka said...

AMIGA

DELICIEI-ME COM ESTA BELA POESIA.
Muito obrigado pela partilha. É sempre bom partilhar o que é belo.

Tal como o poeta, eu sempre pensei nisso: Quando desaparecer,
quero desaparecer na noite...
na penumbra dos olhares estranhos.

Tenho saudades de estar contigo.
Espero em breve poder ter-te na minha companhia. Beijos.

11:00 da manhã  
Blogger Sophiamar said...

Eu conheci o António Gancho , os irmãos e conheço bem alguns sobrinhos. Gosto muito da sua poesia e fico muito satisfeita por reencontrá-lo no teu blogue.
Beijinhos mil, doce Ana.

10:25 da tarde  
Blogger Daniel Aladiah said...

Querida Ana
Não conheço... mas adorei ler.
Um beijo
Daniel

12:41 da manhã  
Blogger Fernando Rozano said...

Não o conhecia também, e somente aqui encontro a magia e o encantamento da escrita que me faz feliz. belo achado, Ana e obriga pela partilha. beijos.

4:48 da tarde  
Blogger Sophiamar said...

Passei para te deixar beijinhos e dizer-te que estou contigo amiga. Na poesia, no gosto pelo mar, na amizade.

3:33 da tarde  
Blogger Amaral said...

"Quando desaparecer"...
Poema sombrio, onde a luz parece não ousar entrar...
Mas o poeta tem o dom de iludir a alegria que lhe vai na alma.
Tudo para que esta "seja" ainda mais!...

3:38 da tarde  
Blogger DE-PROPOSITO said...

A ternura de um poema, que nos obriga a meditar.
Felicidades

5:46 da tarde  

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