quinta-feira, novembro 08, 2007

Teclado




(ouvindo Dinu Lipatti)


Que música começa
nos teus dedos e sobe
pelas veias do verso
quando o sangue se move

só por dentro dos ossos
entre o som e o medo?
Donde emerge o remorso
de ferir o silêncio

e deixar que o desejo
a pairar se dissolva
num arpejo de dor

quando o verso já sobe
nas veias dos teus dedos
e a música começa?



José Augusto Seabra


.

10 Comments:

Blogger Fernando Rozano said...

escuto a harmonia dos versos, doces, que envolvem meus tecidos e se deixam levar pela música das palavras, na pele, e da magia, que aqui é mar aberto e profundo.
Beijo, Ana.

4:40 da tarde  
Blogger Sophiamar said...

Leio os teus poemas e fico a deliciar-me com o sentido das palavras. Que seria de nós sem a poesia?
Beijinhossssssss

8:53 da tarde  
Blogger Guilherme F. said...

Gostei das palavras. Agradeço as tuas.
bj
Gui
coisasdagaveta.blogs.sapo.pt

9:46 da manhã  
Blogger Daniel Aladiah said...

Querida Ana
Lindo poema!
Um beijo
Daniel

9:21 da tarde  
Blogger Fernanda e Poemas said...

Olá Ana,
Lindo!!!
Beijinhos,
Fernandinha

11:17 da tarde  
Blogger lena said...

Ana ouvi a música, senti a poesia


cada verso tocou nos dedos e deixei-me ficar ....


sim a música começou!


bela partilha

bela escolha de José Augusto Seabra


abraço-te com carinho

um beijo meu

lena

9:17 da tarde  
Blogger Sophiamar said...

Deixo-te beijinhos, muitos e um abraço apertado de amizade.

11:30 da tarde  
Blogger Brancamar said...

Já vim ler este poema mais que uma vez desde que o publicaste, voltei hoje a reflecti-lo.É genial!É a primeira vez que leio um poema de José Augusto Seabra e esta música de amor e paixão, de negação do remorso de ferir o silêncio e deixar que tudo se concretize, quando a poesia já invade o corpo e a musica da vida já começou...é de uma beleza tão sensual,que raramente se encontra.
Obrigada por esta escolha.
Beijo

1:03 da manhã  
Blogger Carminda Pinho said...

Ana,
Obrigada.
Uma boa semana e beijinhos.

3:47 da manhã  
Blogger PostScriptum said...

Quanta delicadeza, Ana..
Claro que não me espanta, vinda de alguém como tu. Já te disse que é privilégio ter-te como amiga? Pois é!
Beijos, querida amiga

3:59 da tarde  

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