segunda-feira, julho 25, 2005

As sem razões do amor


Foto de Deep Blue aqui


Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no elipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante o amor.



Carlos Drummond de Andrade

7 Comments:

Blogger AS said...

Querida Ana... mais que definir o amor, é preciso senti-lo...

Um beijo e boa semana

9:05 da manhã  
Blogger Vênus said...

Realmente o amor foge a dicionários...Boa semana!
Beijos:)

12:54 da tarde  
Blogger Dilbert said...

Oi linda Ana,
Bem o diz "Carlos Drummond de Andrade"... o amor sente-se, não carece de ser explicado... vale por si só... lindo.
Beijokinhas e até já...

2:56 da tarde  
Blogger sotavento said...

Pois é, tão pouco a dizer, tanto a sentir!... :)

3:09 da tarde  
Blogger Orfeu said...

Amor sempre o Amor...a ditar lei. A sua definição...sente-se sem palavras, mas as tuas definiram muito bem...Um beijo.

6:57 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

O amor encontra-se quando se avista. Primeiro ao longe, depois, mais perto e finalmente, após o aperto de mão troca-se tudo pela linha do horizonte e transforma-se en aguas rectilíneas... também por isso, ainda bem que há amor.

Magnifico poema, belissima fotografia.

beijinhos
Mário

6:59 da tarde  
Blogger concha said...

Que belo casamento de foto e poema!
Mil beijinhos

10:33 da manhã  

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