sábado, agosto 06, 2005

Nel mezzo del camin...


Foto de Ricardo Jorge Correia aqui


Cheguei. Chegaste. Vinhas fatigada
e triste, e triste e fatigado eu vinha.
Tinhas a alma de sonhos povoada,
e alma de sonhos povoada eu tinha.

E parámos de súbito na estrada
da vida: longos anos, presa à minha
a tua mão, a vista deslumbrada
tive da luz que teu olhar continha.

Hoje, segues de novo... Na partida,
nem o pranto os teus olhos humedece,
nem te comove a dor da despedida.

E eu, solitário, volto a face e tremo,
vendo o teu vulto que desaparece
na extrema curva do caminho extremo.


Olavo Bilac

12 Comments:

Blogger jacky said...

Se precisares de boleia, diz :)

1:18 da manhã  
Blogger AS said...

Olá Ana,
Um lindo soneto que espelha uma realidade que tantas vezes acontece...

Um beijo e bom fim de semana

8:59 da manhã  
Blogger TMara said...

muito sensível. estranhamente é o 1ºpoema k conheço deste autor. O tamanho d aminha ignorância por vezes espanta-me! Bom f.s. Bjs e ;)

9:46 da manhã  
Blogger Vênus said...

"Eu, solitário, volto a face e tremo,
vendo o teu vulto que desaparece
na extrema curva do caminho extremo"

De uma beleza e realidade que dói...lembra-me todas as despedidas...E quantas foram...


Beijinhos!

12:05 da tarde  
Blogger romero said...

Me gusta del brazileño Olavo Bilac, desconocia ese poema :) lindo. Bueno fin de semana.
Besito

12:53 da tarde  
Blogger sotavento said...

Os caminhos são mesmo assim, descontínuos!...

1:13 da tarde  
Blogger Menina_marota said...

As partidas são sempre tristes...

Deixo um abraço e bom fim de semana ;)

2:53 da tarde  
Blogger Cristina said...

Olá Ana,

Lindo, mas triste para mim, detesto partidas, e tenho sempre que lidar com elas todos os anos...

Beijinhu e um óptimo fim de semana para ti.

;)

3:24 da tarde  
Blogger al-Farrob said...

Gosto... especialmente da selecção de fotos. Tenho uma conceptualmente parecida com esta :)

Aqui

3:32 da tarde  
Blogger in_finito said...

Que belo poema! Na verdade, todas as partidas e abandonos são difíceis, mas a que acontece depois de longos anos... essa é terrível!

7:52 da tarde  
Blogger Duarte Temtem said...

Querida Ana,
Lamento a tua perda.
Deixo-te um ombro amigo.
Bjs

11:01 da tarde  
Blogger Dilbert said...

Olá Ana,
Continuam lindos mas tristes as tuas selecções de poemas... Este soneto de Olavo Bilac não conhecia... é de facto muito lindo mesmo... espero que voltes a sorrir para sempre muito em breve... não que esqueças quem partiu, isso não... mas que recordes sem tanta dor... que recordes agradecida por te teres cruzado com quem partiu... sem fechar portas a quem no presente te quer bem... Beijinhos e inté já...

10:30 da manhã  

Enviar um comentário

<< Home