sexta-feira, fevereiro 12, 2010

Poesia e música


Teatro S. Luís
Ciclo Poesia e Música
Sábados às 17.30
Jardim de Inverno



As palavras e a música preenchem cinco tardes. São recordados cinco poetas através da sua cumplicidade com os actores que os lêem.

Sábado passado, dia 6 de Fevereiro, foi dedicado à poesia de Alberto de Lacerda, na voz de Jorge Silva Melo, e à música de Mozart, interpretada ao piano por João Aboim.
Amanhã será a vez de Luiza Neto Jorge, dita por Luís Miguel Sintra, e com música de Jorge Peixinho


REGRESSO


Não vim à procura de nada
Nem de saudades que não tenho
Nem de carga do tempo perdido
Nem de conflitos sobrenaturais
Do tempo e do espaço

Amei desde criança
Certas coisas que não choro
Fui a pureza deslumbrada que não volta jamais
O vidro sem ranhura que o sol atravessa
A pureza
Que me deixou feridas imortais

Vim para ver
Para ver de novo
Para contemplar sem perguntas
Não vim à procura de nada
Não me perguntem por nada
Um rio não se interroga
O vento não se arrepende



Alberto de Lacerda
(in Oferenda)

.

9 Comments:

Blogger Mare Liberum said...

Eu vim à procura de boa poesia e, como sempre, encontrei-a. Foi um prazer muito grande ler o poema que nos seleccionaste.

Bem-hajas!

Mil beijinhos

3:57 da tarde  
Blogger A.S. said...

Querida Ana...

Como gostaria de ter assistido e
partilhado contigo momentos seguramente deliciosos!


Beijos...
AL

11:30 da tarde  
Blogger António Prates said...

Um Regresso emancipado pelas palavras não ditas de muitas outras partidas...

Gostei muito de sentir a brisa deste mar inspirador, e concedo ao reflexo deste dia um Obrigado colorido de esperança para tingir as mágoas de outras horas mais inóspitas… Com as melhores saudações!

2:56 da tarde  
Blogger Chris said...

Um regresso cheio de poesia... é sempre um prazer voltar aqui.
Um beijo
Chris

1:31 da manhã  
Blogger Iris_Esfenoidal said...

Eu estive por lá e estarei seguramente nos próximos,

Foi belo!

12:42 da manhã  
Blogger Platero said...

Olá Ana

Obrigado pela passagem lá pelo click, na Ericeira é sempre possível encontrar belos motivos para fotografar.

Esse ciclo de poesia deve ter sido muito interessante.

Um abraço

1:48 da manhã  
Blogger tulipa said...

Olá Amiga

Começo por pedir desculpa de não ter vindo cá no dia 8 dar-te os Parabéns por mais um aniversário da "Encosta".

Encontrei uma "casa amarela" que depois descobri ser algo muito interessante e sobre alguém a quem faço uma justa homenagem, quando passam 104 anos do seu nascimento.
Queres descobrir quem é?

Boa 3ª feira de Carnaval.
O pior é o frio e a chuva!!!Beijinhos.

1:24 da tarde  
Blogger eu said...

Minha querida Menina, boa tarde.
Também tenho pena de que não possas estar cá; para outra vez ou outro livro, quem sabe?!
Esperoque tudo esteja bem contigo, Amiga; isso é que é o mais importante.
E quanto ao poema de Alberto Lacerda, não concordo muito com ele. Um rio, pode não nos dar resposta, mas interrogado pode ser; eu faço isso muitas vezes!

Beijos
Maria Mamede

3:09 da tarde  
Blogger Maripa said...

A poesia e a música oferecem momentos de grande beleza.

É sempre enriquecedor assistir a estas cumplicidades-sentires que deliciam.

Beijinho,Ana.

11:26 da tarde  

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