domingo, julho 25, 2010

Quando ouço ao telefone a voz que brinca

Foto de Jennifer



Quando ouço ao telefone a voz que brinca
e canta, sem saber, os dias novos,
pouco me importam tempo, espaço, luas,
ou maneiras sequer de ser humano.
Vagueio pelo ar, e arranco estrelas
ao cenário sem fim do universo;
e faço pobres contas aos cabelos
depenados no chão, verso após verso.
Nada é real, senão o meu desejo,
nem sei de lei nenhuma que não dobre
a dura mansidão da tua boca;
inventou-nos um deus, para que seja
veloz o lume na manhã sem nome,
e chama viva a voz que nos consome.



António Franco Alexandre
(in Duende)

.

9 Comments:

Blogger Iris_Esfenoidal said...

:)

2:46 da manhã  
Blogger Maria said...

Não conhecia...

Beijo, Ana.

3:00 da manhã  
Blogger poetaeusou . . . said...

-
Ana
que belo poema.
que bela escolha,
parabens !
,
serenas maresias, deixo,
,
*

10:57 da manhã  
Blogger AC said...

A alegria dos amanheceres, a esperança em pano de fundo...

Beijo

10:55 da tarde  
Blogger Cata- Vento said...

Mais um naco de boa poesia saboreado como néctar divino por quem aprecia este estilo literário.

Beijinhos

Bem-hajas!

12:08 da manhã  
Blogger Baby said...

Lindo,as tuas escolhas são sempre magníficas.
Também não conhecia.
Um beijo.

7:42 da manhã  
Anonymous Lupussignatus said...

chama-voz

[voz-chama]



*beijo*

4:22 da tarde  
Blogger tecas said...

Soberbo poema. Não conheço o autor.
Par ti querida Ana por o divulgares, um bem haja, para ele, um aplauso de admiração.
Adorei.
Um bjito

1:12 da manhã  
Blogger ADiniz said...

Boa noite

tão boa como belo o poema,
uma ciranda que encanta.
Lindo e uma resalva a fotografia, que tbm adorei.

Bjinhos que o sol esteja sempre solM e até mais

3:06 da manhã  

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