quarta-feira, junho 29, 2005

O último amor


Foto de Pedro Borges aqui


Era o último amor. A casa fria,
os pés molhados no escuro chão.
Era o último amor e não sabia
esconder o rosto em tanta solidão.

Era o último amor. Quem adivinha
o sabor breve pela escuridão?
Quem oferece frutos nessa neve?
Que rasga com ternura o que foi verão?

Era o último amor. O mais perfeito
fulgor do que viveu sem as palavras.
Era o último amor, perfil desfeito
entre lumes e vozes e passadas.

Era o último amor e não sabia
que os pés à terra nua oferecia.



Luis Filipe Castro Mendes

8 Comments:

Blogger Vênus said...

Olá "Ana"
Belíssimo poema de amor...Não posso dizer mais nada...
O poema já diz tudo o que sinto, este e o poema anterior que amei e não conhecia!
Bjokas!;)

3:19 da manhã  
Blogger TMara said...

Belo pema sobre o último amor e o sentir...Bjs e ;)

2:28 da tarde  
Blogger Daniel Aladiah said...

Estás convidada...

2:44 da tarde  
Blogger Daniel Aladiah said...

Querida Ana
Último amor??? Isso não...
Um beijo
Daniel

5:04 da tarde  
Blogger vulnerable said...

Amar... eis a razão... daqueles que tem paixão!

7:06 da tarde  
Blogger Orfeu said...

Ultimo Amor! Amor para além de ultimo deveria ser único...que para nós seria simplesmente tudo. Será?
O que sei, é o que vi: um cantinho a falar de amor com muita pureza.

11:07 da tarde  
Blogger breeze said...

Amor, seja o primeiro ou o último é simplesmente amor, para quem ama!

Beijinho:)

12:19 da manhã  
Blogger AS said...

Lindo... muito lindo!...

Um beijo

8:41 da manhã  

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