quarta-feira, agosto 24, 2005

Nada


Foto de Miguel Costa aqui



Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

...

Álvaro de Campos




Um dos meus sonhos concretizo-o aqui, no jogo das palavras que traduzem e criam sentimentos e emoções, a poesia.
Procuro deixar o rasto do que leio e gosto.
Nos últimos dias tenho estado ausente, não por estar de férias, ou doente, ou porque tenha tido muito que fazer. Simplesmente, me faltou a vontade, por inércia ou desalento.
Agradeço a todos os que me lêem e, em especial, aos que deixam o gesto de um comentário.
Voltarei em breve, quando os sonhos voltarem a ser mais fortes que o "nada".

11 Comments:

Blogger Kalinka said...

AMIGA...finalmente!
Já andava preocupada contigo, há k tempos...nada escrevias, nada dizias...é natural essa fase, nem eu nem ninguém podemos exigir mais de ti, tu própria tens que cá vir, como fizeste hoje e procurar-nos se achares que é isso k precisas no momento.
Aqui estou a marcar presença, e vou-te deixar uma poesia de Chico Buarque e Vinícius de Moraes:
Desalento 1970
Sim, vai e diz
Diz assim
Que eu chorei
Que eu morri
De arrependimento
Que o meu desalento
Já não tem mais fim
Vai e diz
Diz assim
Como sou
Infeliz
No meu descaminho
Diz que estou sozinho
E sem saber de mim

Diz que eu estive por pouco
Diz a ela que estou louco
Pra perdoar
Que seja lá como for
Por amor
Por favor
É pra ela voltar

Sim, vai e diz
Diz assim
Que eu rodei
Que eu bebi
Que eu caí
Que eu não sei
Que eu só sei
Que cansei, enfim
Dos meus desencontros
Corre e diz a ela
Que eu entrego os pontos.

Se puderes ouvir a música é muito suave e cantada pela Gal Costa.
1 grande beijo de estima.

10:08 da tarde  
Blogger Cristina said...

Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
????
é claro que és alguém, apenas andas sem inspiração,todos passamos por isso, só o facto de teres vindo e colocado algo já mostra que estás a recuperar

força
:)
beijinhu

10:50 da tarde  
Anonymous Maria do Ceu said...

"À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo." - Aí está a solução, possui a força maior...
Cumprimentos.

11:36 da tarde  
Blogger AS said...

Nos teus olhos não há serenidade
Nota-se uma ruga no teu rosto
Que secreto desgosto
Roubou ao teu olhar a claridade
Como se chovesse em pleno Agosto?

Que o sol volte depressa
E de novo resplandeça
Que no teu rosto se dissipe esse véu
E retorne a luz serena e nua
A esse rosto astral da cor da lua
E aos olhos astrais da côr do céu...


Um beijo Ana

9:17 da manhã  
Blogger Joao said...

Olá

Eu gostei muito de passar por aqui :) voltarei mais vezes para te ler melhor

4:20 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

As tuas palavras e o poema que deixas-te recordam-me o poema "Adeus" de Eugénio de Andrade.



Já gastamos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.

Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.
Antigamente tinhamos tanto para dar um ao outro;
era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes.
E eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.

Mas isso era no tempo dos segredos,
era no tempo em que o teu corpo era um aquário,
era no tempo em que os meus olhos
eram realmente peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.

Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor,
já não se passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.

Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavrasestão gastas.

Adeus.




(beijinhos
Mário)

5:19 da tarde  
Blogger bin_tex said...

Olá Ana!

Deixo-te um sorriso fresco e um olhar quente da savana:)

Bin

7:05 da tarde  
Blogger Heloisa B.P said...

"Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo."
***************************AQUI ESTA', AMIGA MINHA, *AS PALAVRAS*, que se nao tivessem sido escritas por *****UM GENIO*****, eu diria, humildemente, que tinham sido escritas por mim_EU ESTOU ALI_!!!!!
_MINHA DOCE AMIGA, eu sim, tenho TUDO PARA LHE AGRADECER! e, *QUERO-A* AQUI!_Perdao, mas agora nao quero ser educada, quero ser exigente:SEUS SONHOS ESTAO VIVOS E...MATERIALIZE PARTE *DELES* *AQUI*, SE FAZ FAVOR!!!!!!!
_ABRACO IMENSO DE CARINHO INFINITO, desta Sua LOUCA AMIGA, distante no fisico, mas PRESENTE_SEMPRE_!!!!!!!!
Sua, Heloisa.
**************

9:11 da tarde  
Blogger Dizzie said...

-Bueno, solo te queria dicer, que aun bien que este es un sueño que estas a concretizsar y lo partillas con nosotros.
Para mi es in placer venir acca, me hace siempre bien...me provocas serenitud...y me inspiras.

_gracias por estares acca con nosotros y partillares, y quando tu inspiracion aparecer, es porque esta en la hora, para todo hay una hora, no? :)
besitos

10:35 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

não sei se tem ou não alguma coisa para me dar, mas uma coisa eu sei que voltarei aqui a navegar.amcosta.blogs.sapo.pt

3:05 da tarde  
Blogger Duarte Temtem said...

Querida Ana
Aguardo também o teu regresso. Mas como deves calcular, compreendo perfeitamente a tua ausência.
Bjs

6:21 da tarde  

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